letras

OI!!Apresento com todo amor e carinho um blog para você que deseja ficar sabendo mais sobre a discplina de Estudos do Discurso II!!

Thursday, June 23, 2005

COESÂO SEQÜENCIAL

OS MARCADORES DE INTEGRAÇÃO LINEAR (SEQÜENCIALIZADORES)

Não só os parágrafos têm a função de organizar um texto. Existem ainda os marcadores de integração linear, cuja função é de estruturar a linearidade do texto, organizando-o em uma sucessão de fragmentos complementares que facilitam a interpretação.

Os chamados guias acompanham a enumeração, indicando o segmento discursivo que marca a abertura, a intermediação e o fecho dessa. Alguns exemplos: primeiramente, em segundo lugar, enfim.

É muito mais simples escrever quando se consegue organizar as idéias e quando se sabe que, há em nossa língua seqüencializadores que nos ajudam a organizar as informações. Para quem tem problemas com a interpretação, os marcadores também auxiliam, já que organizam os fragmentos.

MODALIZAÇÃO

O que é modalização?
Modalização é o fenômeno pelo qual o sujeito expressa sua adesão ao texto. Através da modalização é possivel perceber qual a atitude do locutor na defesa do que pretende. Assim, é possível perceber se ele crê no que diz, se atenua ou impõe algo que diz. Na verdade, é a expressão de um ponto de vista. Portanto, como pode haver um texto sem modalização?
A resposta é muito simples. Simplesmente não há texto sem modalização. Essa pode sim ser mais explícita ou mais discreta.

No texto, percebemos a presença dos modalizadores pelos elementos lingüísticos que os expressam. Esses funcionam como indicadores de intenções, sentimentos e atitudes do locutor com relação a seu discurso. Eles revelam o grau de engajamento do falante em relação ao conteúdo proposicional veiculado.
O chamado ethos é a imagem que a gente cria de si mesmo. É essa, na verdade, a marca dos modalizadores no discurso, que são marcas deixadas por quem escreve.

Há dois tipos básicos de modalizadores:

a) Modalidades Epistêmicas: referem-se ao eixo do saber (certeza/ probabilidade);
· Crer – eu acho, é possível
Provavelmente virei.
· Saber – eu sei, é certo
Viajarei com certeza.
a) Modalidades Deônticas: referem-se ao eixo da conduta (obrigatoriedade/ permissibilidade).
· Proibido: Não se deve estacionar na faixa amarela.
· Obrigatório: Você precisa se alimentar melhor.

Recursos Lingüísticos para a expressão da modalização:
· modos e tempos verbais;
· advérbios: talvez, felizmente, infelizmente, lamentavelmente, certamente...;
· predicados cristalizados: é certo, é preciso, é necessário;
· performativos explícitos: eu ordeno, eu proíbo, eu permito...;
· verbos auxiliares: poder, dever, ter que/ de, haver de, precisar de...;
· verbos de atitude proposicional: eu creio, eu sei, eu duvido, eu acho...

De acordo com os modalizadores que um autor utiliza, ele pode tornar seu discurso mais polêmico ou autoritário.Quando se constrói um discurso mais polêmico fazemos mais uso dos modalizadores inseridos no eixo do crer. Quando o autor faz esta escolha, ele proporciona ao leitor a chance de tirar suas próprias conclusões.

Já o discurso inserido no eixo do saber e do dever estará mais voltado para um discurso autoritário, restringindo as chances de o leitor discordar dos fatos apresentados pelo autor.

O modalizadores são um recurso muito rico de nossa língua.É uma pena que nas escolas não sejam utilizados para formar cidadão mais críticos, que tenham mais certeza do que querem ao escreverem ou que possam melhor se posicionar quando lêem ou falam. Eu faço Letras - Português/Alemão e, no ensino da língua alemã, os verbos modalizadores recebem especial atenção em qualquer gramática em que se procure. Os verbos modais são muito importantes para que se saiba de fato qual sentido se quer atribuir e como se deve ler, já que , como dito antes, um texto sempre revela um pouco daquilo que quem escreve pensa.Um texto nunca é neutro por completo.

Tuesday, June 21, 2005

PLURIVOCALIDADE

A plurivocalidade, como o próprio termo já diz, é o jogo de vozes no discurso. O sujeito da enunciação incorpora em seu discurso outras vozes, que não a dele.Assim, O discurso é tecido numa trama de várias vozes. O enunciador atribui em seu discurso afirmações atribuidas a: interlocutores, pontos de vistas diferentes e opiniões públicas em geral.

Sobre a polifonia, Backtin nos diz que, no gênero polifônico, a voz do autor não sobressai a voz dos personagens.Ou seja, há uma equivalência de vozes.
Com polifonia há o julgamento de vozes, o que não ocorre sem a polifonia.

Formas de Representação da Plurivocalidade no Discurso:
a) Aspas:
• destacar títulos de obras, estrangeirismos, neologismos, palavras técnicas e familiares, discurso direto, palavras em menção, etc;
• atestar uma suspensão de responsabilidade do autor em relação ao que está em aspas;
• distinguir a voz do autor de outras vozes;
• indicar insistência.

b) Discurso Citado:

Quando outras vozes são apresentadas no texto, tem se o chamado discurso citado. Segundo a gramática normativa, este fenômeno se divide em três partes: discurso direto (reprodução fiel e objetiva), discurso indireto (forma marcada da presença de outra voz no texto, relato, paráfrase) e discurso indireto livre (mistura entre DD e DI).

Reflexões:

Em nenhuma ocasião, é possível reproduzir a fala exata de alguém, já que o contexto, a situação em que algo foi dito não é possível de ser reproduzida. Essa situação em que alguém diz algo traz importantes elementos para constituir o sentido.

Nas escolas hoje, não se ensina o valor que cada escolha lexical tem para um conjunto todo. Os alunos têm muitas dificuldades na interpretação e na escrita de textos. Muitos educadores não chamam atenção para as minúncias da língua, para as falácias e para a melhoria da escrita de seus alunos. Assim, até mesmo para expressarem uma opinião sentem muitas dificuldades.

Eu acabei de fazer a minha prática de ensino e senti na pele as dificuldades que os alunos têm em relação à produção escrita e oral. Eu acho inútil trabalhar somente com gramática se os alunos têm muitos problemas em relação à produção textual e interpretação.

Para que os alunos devem aprender a escrever transcrever uma parte de discurso direto para discurso indireto?
Não é esclarecido pelos professores o que muda em relação ao todo, ao sentido. Os alunos poderiam aprender muito mais sobre como melhor utilizar a sua língua se de fato lhes fosse dito a importância do que aprendem.
O discurso indireto é mais utilizado na mídia e é voltado para um público mais letrado, já que não deixa marcas tão claras no discurso. Enquanto isto, o discurso direto é utilizado nos meios de comunicações voltados mais para as classes menos privilegiadas.
O discurso indireto retrata as palavras do outro e as introduz por meio de um verbo chamado discendi. Este verbo é muito importante, pois marca a opinião que o autor imprime às palavras do outro, adequando-as ao contexto que ele deseja. Ele pode ser mais ou menos neutro. por exemplo: Maria contestou: "Quero a meu salário."
O verbo contestar já tem em si a posição do enunciador.

C) Outros modos de citação de fala de terceiros:
Expressões tais quais: De acordo com X...., Para retomar uma expressão de X..., Segundo X..., Conforme X..., No dizer de X..., Como diria X..., Para falar como X..., etc.
Exemplo: De acordo com a minha mãe, está chovendo demais esta semana.

INTERTEXTUALIDADE

É o fenômeno de relação dialógica entre textos. Quando há a intertextualidade, existe a presença (explícita ou não) de um fragmento de um texto em outro. Em termos gerais, a intertextualidade pode ser considerada como um traço de plurivocalidade.

As relações de sentido de um texto para outro são relações de transformação, já que a pura repetição de um texto não existe em outro. O trecho citado, a referência feita pode ter diferentes destinos na nova contextualização, entre eles, a troca de pólo ideológico, em relação ao enquadramento original; a introdução de estereótipos ou a abertura de espaços de subversão. Assim, sempre um novo contexto se instaura para a troca intertextual.As palavras de outros textos adquirem o significado desejado dentro do novo criado.

Operadores Argumentativos

Operador argumentativo é o morfema que transforma as potencialidades argumentativas de um enunciado(cf.Ducrot).

Por exemplo, vejamos estes dois enunciados:
(a’) São oito horas
(a”) São apenas oito horas

No primeiro caso(a’) há somente o conteúdo. O operador argumentativo "apenas" é um operador se as possibilidades de argumentação do primeiro enunciado não são as mesmas independentemente das informações veiculadas pelo discurso.

Os operadores argumentativos mais utilizados são: até, até mesmo, inclusive, pouco, ainda, já, na verdade, aliás,pelo menos etc.

ATÉ: Institui uma escala de valores. O objeto a que se refere pode estar no topo da lista ou no final. Transmite a avaliação do autor e direciona o ponto de vista do leitor.

ATÉ MESMO: Argumenta positiva- e negativamente. Refere-se a algo que detem mais importância pelo acréscimo ou pela falta de algo ou alguém.

POUCO / UM POUCO: Entre os dois operadores há uma distância. Se o autor aforma que algo é pouco não há uma argumentação tão forte quanto em um pouco. Um pouco pode argumentar negativa e positivamente.

AINDA: Aqui há dois sentidos possíveis. Um denota excesso temporal, ou seja, já passou do tempo. O outro, introduz mais um elemento no discurso.

JÁ: Pode marcar uma antecipação ou uma mudança de estado. Pode também marcar uma urgência em relação a algo.
Há também o caso em que o "já" pode ser substituido por "enquanto". Quando isso ocorre, ele trata de duas coisas paralelas. Assim, não terá mais a função de um operador argumentativo, mas de uma conjunção.
Por exemplo: Ana é boa aluna, já Carina nunca faz o tema.

NA VERDADE: Introduz a versão final de um argumento:: uma nova versão, ou uma contraposição de dois argumentos.

ALIÁS: Introduz um argumento decisivo. O que se pode chamar de um "golpe final".

Agora vamos ver se, na prática, a teoria ainda vale

Sobre os textos "O povo perde a vez" e "Uma aula de como governar" foi solicitado que comprovemos se os conectores realmente funcionam de acordo com a teoria. Como a língua não é estática, cada vez mais usos são acrescidos aos mais distintos conectores. A idéia de que a conjunção "e", por exemplo, somente traz uma idéia de adição já não convence mais, pois há casos evidentes que, embora as gramáticas normativas ainda não contemplem,na prática, têm outros sentidos.

1. Enumerar os efeitos contextuais da conjunção e apresentar exemplos para ilustrá-los, retirando-os dos textos O povo perde a vez (Rachel Valença) e Uma aula de como governar (Clóvis Rossi).

a) Sucessividade: "[...] primeiro, com a contratação de profissionais para o conceber e gerenciar[...]". (L. 46).

b) Simultaneidade: "[...] vizinhos e amigos, para ensaios, para a confecção de indumentárias e para a compra de instrumentos". (L. 25 a 27).

c) Aproximação: Não foi localixado, nos textos, nenhum exemplo desse efeito contextual.

d) Restrição/inversão: "O dinheiro era pouco e a dedicação, enorme". (L. 15, 16).

e) Conseqüência: "Os tempos mudaram e o carnaval tem que acompanhar". (L. 113).

f) Ultrapassagem: "[...] despertar a atenção de espectadores da classe alta e até de turistas[...]". (L. 40).

Observação: Todos os exemplos que citei foram retirados do texto "O povo perde a vez".

2. Descrever o funcionamento discursivo dos conectores de disjunção no texto Uma aula de como governar (linhas 6 e 33).

a) "ou", linha 6 - "Não adianta perguntar ao ministro da Saúde ou a qualquer autoridade [...]". O conector "ou" da linha 6 exprime uma disjunção inclusiva, pois está unindo duas proposições compativeis ao mesmo universo. O ministro do saúde é considerado também uma autoridade como qualquer outro político.

b) "ou", linha 33 - "posto de outra forma, ninguém do governo espanhol [...]". A situação é posta de uma mandeira ou de outra as quais são distintas.

3. Em relação ao conector porque (linha 4 do texto O povo perde a vez), analisar se a relação se dá:

a) entre predicações
b) entre proposições
c) entre enunciados

"Para mim, este momento é sempre o Carnaval, porque fica visível, impossível de ser ignorada, a força da cultura".

Nesta oração a relação se estabelece entre proposições, pois há uma opinião do autor. Esta não é uma verdade universal, já que há pessoas que podem discordar desta afirmação. Portanto, é somente um fato possível.

4. Analisando os enunciados (a) e (b), tente explicar por que os conectores "mas" e "embora" expressam relação de restrição e não de oposição.

a) Saddan Hussein é um tirano sanguinário que merece o pior dos destinos. O Iraque certamente ficará melhor sem ele. Mas isso não significa que os EUA e o presidente George W. Busch tenham o direito de arriscar milhares de vidas de iraquianos e de soldados da coalizão para iniciar uma guerra para depor o ditador (Folha de São Paulo, 22/03/2003).

b) Embora as crianças de escola pública tenham direito a um ano letivo normal, é injusto que os reajustes salariais não cubram a inflação.

Nos dois textos, uma relação entre duas asserções encadeadas é estabelecida. Nessa relação, a segunda asserção nega a primeira. Uma ação é conseqüência da outra.
O fato de Sadan Hussein ser um sanguinário não dá aos EUA o direito de fazer uma guerra contra todo um povo.

No segundo texto, estabelece-se uma relação de causa e conseqüência, ou seja, os alunos não terão um ano letivo normal, porque vão paralisar as aulas. Nessa relação, o argumento da primeira asserção é negado.

5. Descreva o funcionamento discursivo do conector "mas" nas linhas 29 e 125 do texto O povo perde a vez (Rachel Valença) e na linha 36 do texto Uma aula de como governar (clóvis Rossi).

"Alguns desses folguedos são bastante rudimentares, mas têm a beleza do que vem do povo, do que é autêntico".

O "mas" da frase acima, funciona como um conector de inversão. A primeira asserção nega a segunda.

- Asserção base: Alguns folguedos são bastante rudimentares.
- Asserção restritiva: mas têm a beleza do que vem do povo, do que é autêntico.
- Asserção implícita: Se os folguedos por sua vez são rudimentares eles não poderiam ser belos e autênticos.

"Mas que turista pagaria por eles?"

Na frase acima, verifica-se que o "mas" é um elemento fático, pois se configura como uma marca de negociação de vista típica da interação. Sua função é de atrair a atenção do leitor, levando-o a refletir sobre o assunto.

[...]mas morrer em atentado terrorista "está dentro do número que normalmente acontce" [...]

Nesse caso, o "mas" tem um valor bem mais significativo do que o anterior, pois imprime certo valor argumentativo ao enunciado. O "mas" marca nessa frase a ironia feita pelo autor.

6. Ler o texto abaixo e identificar os conectores que expressam causalidade. Analisar se a relação se dá:

a) entre predicações (causa real)
b) entre proposições (fatos possíveis)
c) entre enunciados (atos de fala)

A cada novo pacote econômico, os argentinos ficam mais abatidos porque as mudanças anunciadas sempre trazem mais conseqüências ruins para o povo. O governo argentino está conseguindo desagradar muito a população, porque um número crescente de manifestações ganha as ruas. Como a população quer chamar a atenção do governo, apela para os famosos panelaços. Sua indignação fica, assim, bem evidenciada. É como se as panelas gritassem pela comida que deveriam estar aquecendo para diminuir a fome do povo sofrido. Os governantes explicam que estão fazendo o necessário para tirar o país da crise. Eles afirmam que, já que, para ter crédito no exterior é preciso apertar os cintos da população, estão tomando as decisões mais acertadas para o bem estar da nação. Alguns turistas brasileiros estão aproveitando essa crise no país vizinho porque as companhias de turismo estão registrando uma procura por pacotes para a Argentina duas vezes maior que a normalmente registrada nos anos anteriors. Como disse um dono de agência de turismo, a crise de uns pode ser a prosperidade de outros.

a) A relação causal entre predicações:

“A cada novo pacote econômico, os argentinos ficam mais abatidos porque mudanças anunciadas sempre trazem mais conseqüências ruins para o povo.’
“O governo argentino está conseguindo desagradar muito a população, porque um número crescente de manifestações ganha as ruas.”
“Alguns turistas brasileiros estão aproveitando essa crise no país vizinho porque as companhias de turismo estão registrando uma procura por pacotes para a Argentina duas vezes maior que a normalmente registrada nos anos anteriores.”

b) A relação causal entre proposições:

“Como a população quer chamar a atenção do governo, apela para os famosos panelaços.”

c) A relação causal entre enunciados:

“Eles afirmam que, já que, para ter crédito no exterior é preciso apertar os cintos da população, estão tomando as decisões mais acertadas para o bem estar da nação.”

Tuesday, June 14, 2005

Procedimentos de conexão. Conectores.

Os conectores são, em sentido restrito,termos que asseguram a ligação no interior de uma frase complexa. Em sentido amplo, são todos os termos que asseguram a organização de um texto. Podem ser citados as conjunções,os advérbios, os grupos preposicionais e as locuções.

FUNCIONAMENTO DISCURSIVO DOS CONECTORES

1)OS CONECTORES DE CONJUNÇÃO

-ligam duas asserções que têm um elemento semanticamente idêntico. O elemento pode ser:
a) um mesmo ser, qualificado por diversas características: Maria é loira e grande.
b) um mesmo ser, com o papel de agente de várias ações: Maristela come e bebe bem.
c) uma mesma característica atribuída a seres diferentes: Maria e Maristela são pequenas.
d) um mesmo papel de agente ou de paciente de uma ação desempenhada por seres diferentes: Maria e Maristela dormiram bem.

MAS,PORÉM,CONTUDO,TODAVIA, NO ENTANTO (E) ENTRETANTO.........

A relação de conjunção pode ocorrer TAMBÉM entre asserções que NÃO apresentam aparentemente elemento constitutivo comum. É importante observar que o próprio processo de enunciação as une. As relações estabelecidas podem ser entre outras de simultaneidade e conseqüência.

- Simultaneidade: Maria brinca e a mãe faz a sopa.
- Conseqüência: Sujou, limpou.
(OBS: Ambos os enunciados somente têm sentido se inseridos num contexto. Isso também vale para os demais já aprsentados e os que ainda serão apresentados.)

Marcas Lingüísticas:
O conector E é privilegiado em relação aos demais conectores,já que pode ser substituído por NEM(em contexto negativo) e por COM(especificando uma relação de associação.)

Particularidades semânticas:

-CONJUNÇÃO POR ADIÇÃO: CARLOS E MÍRIAN CANTARAM A MESMA CANÇÃO.

1. Efeitos contextuais da conjunção "e":

Sucessividade: Rosa comprou um casaco, em seguida uma meia e enfim uma bota.
Simultaneidade: A blusa precisa ser boa, bonita e barata.
Aproximação: Minha avó morreu com setenta e poucos anos.
Restrição/inversão: Aline queria partir e não tinha permissão.
Conseqüência: Continue a ser preguiçoso e nãó será promovido na empresa.
Ultrapassagem: Maria fala alemão, e fluentemente.


- CONJUNÇÃO POR ASSOCIAÇÃO:
JOANA FOI AO CINEMA COM MARIA.

- CONJUNÇÃO POR RECIPROCIDADE:
MARIA E JOANA CUMPRIMENTARAM-SE.

2) CONECTORES DE DISJUNÇÃO

Ligam duas proposições, estabelecendo alternância entre o elemento coordenado e o anterior.

Marcas Lingüísticas:
O articulador "ou" é a marca privilegiada dessa relação. Ele pode:
a) ser colocado entre os dois termos da alternativa, produzindo uma hierarquia entre eles: Ele chora ou ri.
b) ser repetido, desfazendo a hierarquia: Ou ele ri ou ele chora.

Para exprimir a disjunção sem hierarquia há outros articuladores: seja...seja, quer...quer. Esses tem valor pontual, enquanto que ora...ora tem valor iterativo (repetição no tempo).
O comida será feita seja (ou) pela Ana, seja (ou) pela Cris. / A comida será feita ora pela Ana, ora pela Cris.

Há dois efeitos de sentidos produzidos pelo ou:
1- Disjunção Inclusiva: o OU é inclusivo e significa um ou outro, provalmente há a soma de ambos: Pediu-se aos participantes da passeata que usassem roupas amarelas ou trouxessem bandeiras da mesma cor.

2- Disjunção Exclusiva: o OU exclusivo exclui a verdade de ambas as proposições. Liga duas proposições não compatíveis no mesmo mundo: Você gostaria de ir, amanhã, ao cinema ou prefere ir ao clube?

OBS: Quando "ou" se utiliza em frases negativas é substituído por "nem".

Efeitos Contextuais:

a) Equivalência:
Pouco importa que seja minha blusa ou sua.
b) Aproximação:
Eu imagino que tenhas 45 ou 46 anos.
c) Exclusão:
A empresa ofereceu ou vale transporte ou plano de saúde.

3) CONECTORES DE CAUSALIDADE

Moura Neves considera que a noção de causa abrange não só causa real, mas também razão, motivo, justificativa ou explicação.Elas podem assim se dar:

a) entre predicações – causalidade real/ efetiva:
A menina gritou porque o pai a assustou.
Efeito: o grito da menina
Causa real: susto que o pai lhe deu

b) entre proposições – causalidade que decorre da visão do falante sobre determinado fato:
Você deve levar um casaco, porque as nuvens indicam que virá chuva e frio.
(É uma crença, mas não deixa de ser um argumento)

c) entre enunciados - relacionam-se pelo conector o ato de fala e a causa que o motivou:
Você me empresta o livro, porque ele tem a minha parte do trabalho.

As construções de causalidade englobam as orações chamadas pela gramática normativa de coordenadas explicativas.

Voltei!!

Após uma leve interrupção nos meus comentários sobre as aulas e a matéria de Estudos do Discurso II, volto novamente para continuá-los.
Eu acabei de terminar o meu relatório de prática de Português de Ensino Fundamental. Ufa! Agora novamente posso dar continuidade a minha vida e às tarefas próprias dela.
Como foi prometido, na última vez que atualizei meu blog, trago o trabalho sobre as Formas Referenciais Nominais.
Análise de textos: seleção lexical

Conforme Koch, a seleção lexical do nome núcleo de formas referenciais exerce uma importante função para a progressão referencial e a orientação argumentativa do texto. Esta seleção traz também instruções importantes sobre o gênero textual e o estilo, exercendo papel decisivo na construção textual do sentido do texto. Deve se ter um cuidado, a fim de que a escolha do nome núcleo (e seus modificadores), em expressões referenciais nominais, não comprometa a identificação de um dos referentes.
Há diferentes soluções lingüísticas que podem ser utilizadas para a criação de um discurso ou para realizar um ato de referenciação. As escolhas lexicais feitas atendem aos objetivos específicos do enunciador para orientar argumentativamente um texto. Se um texto for bem construído, ele se constitui de âncoras, que são diferentes referentes que o orientam.
Conforme Marchuschi, o processo de referenciação se constrói discursivamente, de maneira progressiva, até a identificação de algo. Os referentes modificam-se ao longo do texto. Para manter o controle sobre o que foi dito a respeito deles, usamos constantemente termos do próprio texto, constituindo, assim, cadeias referenciais.
A referenciação possui diferentes funções. Ela pode promover a recategorização, indicar pontos de vista do locutor, restringir o ponto de vista do leitor ou fazer com que o texto progrida, criando para isso uma trama discursiva.
É muito importante o papel do nome núcleo de uma expressão referencial, como também de seus modificadores na ratificação de uma categorização do objeto do discurso, em sua modificação, na criação de novos objetos, categorizando-os de dada maneira e dando origem a novos objetos, criando novas cadeias referenciais.
Irei analisar dois textos para comprovar o importante papel da seleção lexical na construção de um texto e conseqüentemente de um gênero textual específico.O primeiro texto, escrito por Luciana Coelho, foi publicado no Jornal Zero Hora. Ele é uma notícia do dia 05 de fevereiro de 2005 e possui como título: “Jackson diz ter aprovação de Deus”. O segundo, escrito por Roger Lerna, foi publicado na Revista Zero Hora, na seção Donna, no dia 04 de agosto de 2002.

Cadeia Referencial (Primeiro Texto) -
Nome núcleo:
O cantor Michael Jackson – que, (d)ele, o astro,Ø (ele), o cantor, Ele, se, sua, Jackson,o casal (Jackson e Debbie Rowe), o famoso cantor.
Cadeias secundárias:
Um menino – suposta vítima, um menor.
Ex- mulher – Debbie Rowe, a, o casal (Jackson e Debbie Rowe), Rowe.

Cadeia Referencial (Segundo Texto) –
Nome Núcleo:
Marilyn Monroe – atriz, diva, Marilyn, vênus loira, Marilyn, um mito cuja permanência, sua(morte da Marilyn), esfinge Marilyn Monroe, (decifrá-)la, artista, da deusa, pupila, ela. Voz 1-muitos (pessoa sensível, de Marilyn) Voz 2- (da Musa, a sedutora vizinha, cantora de cabaré, sensual tocadora de ukete, atormentada divorciada).
Presidente – John Kennedy, amante de Marilyn.

Em termos estéticos, é possível ver que o nome núcleo do segundo texto apresenta muito mais variedades de referentes para o nome núcleo que o primeiro. Isto se deve ao fato de que este texto tem por objetivo divulgar a nova coleção de DVDs da famosa atriz Marilyn Monroe. Adjetivando e descrevendo a artista, o autor quer convencer o leitor de que Marilyn precisa ser lembrada pela sua importância para o cinema mundial. Expressando a sua opinião, tenta fazer com que o leitor se lembre da musa e queira também comprar o produto que quer vender.
Já no primeiro texto, podemos perceber que há menos variedade de referentes para o nome núcleo e que estes também são mais neutros do que no segundo texto. O texto escrito por Luciana Coelho, na Zero Hora, tem somente por objetivo informar o fato ocorrido com o cantor Michael Jackson. Por este motivo também podemos perceber que, em se tratando de referentes, o autor não acrescenta nada além do que já conhecemos do astro. Os referentes são para todas as pessoas comuns. Não há, neste texto, a presença de uma opinião particular da autora que o escreveu.
Caso quiséssemos fazer com que o primeiro texto tivesse expressa a opinião de quem escreveu o texto, poderíamos utilizar os adjetivos correspondentes à posição que quereríamos tomar para nos referirmos ao cantor. Analisando o que lemos na imprensa atualmente, seria muito mais simples escrever uma artigo de opinião utilizando uma posição contrária ao astro, já que ele é acusado de pedofilia. Nesta situação, poderíamos nos referir a ele por “o pedófilo”, “o estuprador de menores”, “o tarado”, “o devasto”, etc. Porém, se quiséssemos dizer que Michael é inocente, poderíamos demonstrar, por meio das palavras escolhidas, esta nossa opinião favorável sobre o astro. Assim, poderíamos usar por referentes: “o inocente”, “ a vítima da mídia”, “o injustiçado”,etc.
O que não poderia ser feito, seria colocar referentes que não são conhecidos pela maioria das pessoas. Por exemplo, se a autora se referisse a Michael Jackson por “o cozinheiro”, ou “o agricultor”, não saberíamos de quem o texto se trata.
É importante salientar que as palavras que tomamos por referentes expressam a opinião de quem escreve o texto. Deste modo, é importante que estejamos mesmos certos de qual posição queremos tomar quando escrevermos um texto. Muitas vezes, os textos que são informativos se caracterizam como neutros, pois somente apresentam conceitos sobre o referentes conhecidos pela maioria.
Em termos gerais, pode se dizer que o texto sobre a atriz Marilyn Monroe expressa claramente a opinião de quem escreveu o texto, chegando até a idolatrá-la. Já o texto sobre Michael Jackson é mais previdente e fica na neutralidade, informando somente o fato ocorrido.

Tuesday, May 03, 2005

Para quem quer ir além.....

Acabei de fazer um trabalho sobre as Formas Referenciais Nominais .
Daqui a alguns dias estarei expondo-o para quem tiver interesse. Neste trabalho falo da importância da escolha lexical para constituir um texto e para construir um gênero.
Até breve..........

Saturday, April 30, 2005

08/04/05

Anáfora pode ser vista de duas maneiras. A primeira é uma visão tradicional, enquanto que a outra é uma visão mais recente.

Pela visão tradicional a retomada de um termo já está introduzida no discurso; mantendo assim uma identidade referencial com o mesmo referente. Por exemplo na frase:“Um veado escondeu-se numa cerrada moita”, as palavras que poderiam retomar “um veado” são: O veado ou ele.

Pela visão mais recente, o referente pode retomar, ampliar, recategorizar ou avaliar uma palavra.
A anáfora vem sendo estudada como um fenômeno de natureza inferencial e não como um simples processo de clonagem referencial. (Marcuschi, 2000 a,p.3).
Ou seja, ela não é um simples fenômeno de correfencialidade.
Por exemplo:
Ele jogou seu cigarro no jardim e acendeu um outro.
A expressão "um outro" constrói um referente diferente daquele do grupo nominal anterior. Há somente entre ambos uma relação lexical.
Assim, anáfora é a expressão que, no texto, se reporta a outras expressões, enunicados, conteúdos ou contextos, não necessariamente mantendo a identidade referencial, que não só contribui para a continuidade tópica e referencial, mas promove a recategorização dos objetos do discursos, indica pontos de vista do locutor e orienta argumentativamente o discurso.

PRONOMINALIZAÇÂO
O emprego de pronomes evita que haja repetições num texto. Eles também contribuem para a estruturação de um texto.
A correferenciação retoma um referente já citado no texto.
A não correferenciação implanta um novo referente.

As formas referenciais nominais (anáfora nominal/lexical) categorizam, recategorizam, orientam a argumentação.
As escolhas dependem do gênero do discurso. De acordo com este se faz as escolhas lexicais e são apontados os tipos de comportamento lingüístico.

Det+ nome (modificadores)

Quando o texto for uma notícia, não ocorre a adjetivação. O adjetivo possui uma marca subjetiva.

Forcaut – formação discursiva: o que pode e o que deve ser dito.

A CATÁFORA
- é um fenômeno pouquíssimo estudado. Ela ocorre quando o sujeito explícito aparece em segunda posição, não obedecendo a ordem normalmente utilizada em que primeiro aparece o tema e depois os seus referentes.
Ex: Quando a vi, Márcia estava com pressa.

ANÁFORA POR SINONÍMIA

Implica em utilizar um novo termo/expressão o qual é considerado como dado por ser recuperado como sinônimo de um termo/expressão. O que dará a condição de sinônimo é a propriedade de simetria existente entre os pares utilizados, devendo haver reciprocidade de propriedades semânticas. Há graus de sinonímeas que vão desde a absoluta(inquestionável)até uma quase-sinonímea (inquestionável).
Por exemplo:
Enxuguei a louça.
Sequei a louça.

ANÁFORA POR HIPONÍMIA

Os pares utilizados exercem entre si relação de hierarquia, quando um termo é menor ou maior do que o outro, quando se inclui numa classe maior e apenas o termo subordinado herda características do superordenado. x: UNISINOS é uma Universidade. Termos subordinado - hipônimo - UNISINOS;
Termos superordenado - hiperônimo - Universidade.
A hiponímea é a relação lexical correspondente à inclusão de uma classe em outra.

ANÁFORA POR MERONÍMIA

Caso particular de anáfora nominal baseada em uma relação entre todo (holônimo) e parte (merônimo).
Ex: A disciplina é parte do currículo.

ANÁFORA RESUMIDORA

Quando o termo utilizado condensa uma extensão do discurso, não retoma um grupo nominal ou um segmento anterior particular, mas condensa e resume o conteúdo de uma frase, de um parágrafo ou de todo um fragmento de texto anterior. Ex: Nossa gata foi atropelada por um carro. Esse acidente deixou-lhe traços.




A anáfora: para traz do texto.
Catáfora: para frente do texto.
Exófora: para fora do texto.

A endófora não se usa mais. Ela aponta para determinadas realidades.
Nominar processos é um caráter da anáfora e da catáfora.
Inexiste uma classe de palavras funcionalmente definida como anafórica.

Monday, April 25, 2005

31/03/05

A língua e o sentido se produzem. isto está veiculado à leitura que fazemos.

Ensino é um processo e não um produto.
Referência é a operação lingüística por meio da qual selecionamos, no mundo que nos cerca, pessoas, coisas, acontecimentos específicos, tomando-os como objetos de nossas falas (Ilari, 2000)

Referenciação - O termo referenciação é usado para designar o proceso de construção de objetos discursivos que ocorre nas negociações de concepções individuais e coletivas do mundo através da linguagem.

Nós, quando falamos, representamos o mundo.Tem a ver com a representação de mundo ou com o tema apresentado pelo texto.


A linguagem é a única forma da gente representar o mundo.
Nós reconstruímos constantemente o que nos vem do mundo e essa recnstrução se dá exencilamente no discurso.
Referir é a atividade de designação realizável com a língua sem implicar uma relação especular língua-mundo.(Koch e Marcuschi.
Pelas palavras(léxico) fazemos com que o mundo venha à tona, por meio das imagens que são criadas por elas.

O Discurso evoca referentes ao mesmo tempo que os especifica.

Na construção discursiva, o locutor agencia as palvaras para dar um sentido específico. Ou seja, é impossível escrever qualquer coisa, sem deixar uma opinião presente. Já pelas palavras que escolhemos, manifestamos que posição tomamos frente ao que escrevemos.

A retomada pronominal não acrescenta sentido, mas os pronomes contribuem para a estruturação d texto.

O texto se constitui de âncoras, que são palavras que seguram o sentido entre dois referentes.

Quanto maior for a riqueza referencial, tanto maior será a reflexão exigida.

O signo do discurso reflete e refrata a realidade.(Bakthin)

A referência é estável e está para o referente.

A referenciação é o objeto do discurso.

"Sem linguagem não há acesso à realidade."

O mundo é refletido conforme a visão apresentada.
O espelho do mundo somos nós quem criamos.
Versões públicas de mundo - versões compartilhadas.

Algumas coisas são compartilhadas nas versões discursivas.
Pelas fofocas podem ocorrer contrariedades.

Construção de cadeias que se relacionam.
Os textos são vazios que se preenchem com o nosso conhecimento de mundo.

O processo de construção de imagens é progressivo e dinâmico.

A referenciação possui várias funções. São elas: promover a recategorização, indicar pontos de vista do locutor/ restringir o ponto de vista do receptor, fazer o texto progredir (criação de uma trama discursiva).

A Anáfora (referente) - Ela tem a função de retomar um elemento anterior, mantendo, para isso, uma identidade referencial. Sem retomadas o texto não há uma boa coesão no texto.

Uma Correferência é mais de uma manifestação de um mesmo referente, mantendo-se também aí uma identidade referencial. A substituição somente pode ser dada por artigo definido, artigo indefinido ou pronome. Se ocorrer a substituição por qualquer outra classe de palavras, esta é considerada uma retomada não referencial, portanto, não há coreferênciação. Isto também quer dizer que um sentido novo será introduzido, não ocorrendo uma simples retomada.

Wednesday, March 30, 2005

10.03.05

Saussure nos diz que o ponto de vista cria o objeto.

Isso quer dizer que dependendo do lugar de onde olhamos as coisas este interfere diretamente no objeto que criamos.

A interação, palavra muito importante para que haja um discurso, está para o ponto de vista como a linguagem está para o objeto.

Há três análises de linguagem. Elas podem ser pela:
1) Literatura: estética, compreensão do mundo.
2) Gramática: regras, norma culta.
3) Lingüística.
As palavras já são ocupadas.

EU e TU: são dêiticos, já que só têm sentido na enunciação.Já que
qualquer um pode ocupar o lugar do outro.
ELE: pode ser qualquer coisa.
NÓS: EU +ELE, EU+TU ou EU+TU+ELE

CO-CONSTRUÇÃO DE SENTIDO
Na relação entre o EU-TU, ocorre um encontro de sentido.

ENUNCIADO

A frase é uma seqüência verbal descontextualizada. O enunciado veio substituir o conceito de frase, deixando-a contextualizada.
Assim, o Enunciado é uma seqüência verbal contextualizada. O sujeito está inserido num tempo e lugar.

O enunciado, que é o produto do ato de enunciação, é contextualizado e possui um certo valor pragmático (pretendendo instituir uma certa relação com o destinatário) na unidade do discurso.

Atos: não são possíveis de serem apreendidos. Eles são fugazes, se modificam todas as vezes.

A escrita é totalmente diferente da fala, já que a primeira pode ser considerada mais elaborada enquanto que a segunda é menos, ou seja, a fala é mais rápida, instantânea.

O ato de produção é influenciado pelo estado de leitura.

Depois de lançadas, as palavras não são mais nossas.

Contexto+Texto= Discurso

Texto - Unidade - Frase
Discurso - Unidade - Enunciado

Charge: assunto palpitante: Guerra do Iraque.
Contexto: elementos visíveis: data, quadrinhos, desenhos

DISCURSO

O disurso é uma organização situada para além da frase. Ele é orientado.
O discurso é uma forma de ação e toda enunciação constitui um ato de fala que visa a modificar uma situação. .

O disurso tem uma intenção, é contextualizado e assumido por um sujeito.

REFERENCIAÇÂO:
1) Referente: aquilo sobre o que se fala.
2) Referência: ponto de vista para difereniar as palavras.
3) Referir: Atividade pelo qual se representa o mundo no discurso = sujeito.